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Fisgest apoia a Campanha para Doação de Leite Materno

A Fisgest apoia a Campanha para Doação de Leite Materno realizada pelo Banco de IPERBA - Instituto de Perinatologia da Bahia em Salvador.

Estamos terminando a Semana Mundial de Aleitamento Materno, mas, não podíamos de deixar de lembrar que é um período importante para incentivar a importância da doação. Na capital baiana existe o Banco de Leite do Instituto de Perinatologia da Bahia- Iperba, centro responsável pela promoção, apoio e proteção do aleitamento materno e executa as atividades de coleta, processamento, controle de qualidade e posterior distribuição do leite humano ordenhado. 
Doar é preciso e salva vidas
O banco de leite do Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba), não apresentou números satisfatórios no primeiro semestre de 2015, aumento de 78% de litros no estoque, em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, atualmente sofre com déficit mensal de 17,5%.

Um levantamento realizado pela coordenadora do banco de leite do Iperba, Cibele Corrêa, estima que a quantidade ideal para suprir a demanda da instituição seria 40 litros mensais. Porém dispõe de apenas 33 litros, no momento. A análise indica ainda que, entre janeiro e junho de 2014, a instituição conseguiu recolher 121,36 litros. No mesmo período deste ano, foram 216,62 litros.

Patricia Guerreiro, mãe de Bruno e Luisa  destaca que começou a tirar leite pra estimular a produção e garantir que a filha tivesse sempre uma oferta maior do que sua demanda. "Depois me tornei doadora e fico muito feliz em saber que ajudo outros bebês", finaliza entusiasmada.  

Quem pode doar:
Como o leite é destinado a prematuros ou pacientes de UTIs neonatais, há um controle rígido da saúde da doadora. Os principais requisitos para doar é ser uma mãe saudável, com excesso de leite e que não use medicamentos que impeçam a doação.
A importância da doação é a sobrevivência dos bebês prematuros, desnutridos e com doenças metabólicas.
A coordenadora do Banco de Leite do Iperba, Cibele Corrêa explica que “as doadoras não têm gasto. Uma equipe vai até a casa das mães para levar os equipamentos necessários para a retirada do leite e depois retornam para buscá-los cheios”.
Para doar, basta ligar para o Banco de Leite, de 2ª a 6ª feira, através do telefone (71) 3116-5118.
Saiba mais em: http://bit.ly/Campanha_IPERBA
 
Benefícios associados ao leite materno
DHA - Fonte de DHA (ácido docosa-hexaenoico), nutriente que promove o desenvolvimento cognitivo e visual na infância
Imunidade - Fortalece a imunidade, pois o leite contém células de defesa e fatores anti-infecciosos que protegem o organismo do recém-nascido
Proteção - Aumenta o contato entre o bebê e a mãe, pode diminuir o estresse da genitora e aumentar a segurança e sensação de proteção do bebê
Aproveitamento - Todos os componentes do leite materno são aproveitados pelo organismo do bebê
Fortalecimento - O esforço do recém-nascido para sugar o leite ajuda no desenvolvimento dos pulmões, fortalecendo o órgão contra alergias
Evita Cólicas - As proteínas de fácil digestão (globulinas) presentes no leite materno fazem com que ele não fermente tanto antes de ser digerido. Isto faz com que os bebês produzam menos gases, evitando as cólicas
Evolução - O movimento de amamentação promove estímulos favoráveis ao desenvolvimento da musculatura da boca e da face. Por isso, auxilia no evolução da arcada dentária do bebê. Futuramente, a ação irá refletir na respiração, fala, mastigação e deglutição do indivíduo
Q.I. - O desenvolvimento de cerca de 80% do cérebro acontece nos primeiros dois anos de vida, e a gordura presente no leite da mãe auxilia na evolução cognitiva do bebê. A gordura presente no leite materno é constituída por ácidos graxos poli-insaturados, responsáveis por formar os neurônios da criança e favorecer as sinapses nervosas
Ferro - Se comparado ao leite da vaca, o materno possui muito mais ferro e concentrações menores de cálcio, o que evita a anemia em bebês menores de seis meses
Prevenção - A longo prazo, o aleitamento materno é relacionado à prevenção da diabetes e de linfomas
Mitos e verdades
Amamentar dói - Vai depender de uma série de fatores, como a sensibilidade e o estado emocional da mãe e de como o bebê suga o seio
Seio pequeno não produz leite - Mito. As células produtoras e os ductos de leite são os mesmos em todas as mulheres. Só em caso de cirurgias de redução é que este número pode ser alterado
Alimentação da mãe influencia - Verdade. Tudo o que a mãe come é passado para o leite. Por isso, é importante que a mulher faça uma dieta saudável e beba muito líquido nesse período
Leite materno pode ser fraco - Mito. O leite humano é composto por células vivas que transferem para o bebê a imunidade materna aos agentes infecciosos
Estresse e nervosismo atrapalham a produção - Fato. Quando a mulher está muito cansada ou ansiosa, a produção do hormônio ocitocina, que é o responsável pela vazão do leite, é reduzida. O que pode prejudicar a descida do leite e, em casos graves, até secar
Amamentar é um anticoncepcional - Mito. Algumas mulheres podem voltar a ovular. Para que isso funcione, é necessário que a amamentação seja exclusiva com as mamadas muito frequentes, com curtos intervalos entre uma e outra.
Fonte: Achilles Cruz do Benefícios da Amamentação